Mês: Março 2021

  • As principais áreas de evolução no CRM

    As principais áreas de evolução no CRM

    As soluções de CRM desde a sua génese que tem passado por vários estágios de evolução, acompanhando tendências tecnológicas e de mercado para providenciar soluções cada vez mais ágeis, completas e eficazes, pelo que trazemos este artigo para perceber quais são as principais áreas de evolução no CRM que todas as organizações devem estar atentas.

    CRM é um acrónimo para “Customer Relationship Management” que se traduz para gestão de relacionamento de clientes. Esta categoria de software empresarial nasceu da necessidade de evitar que informação importante de clientes esteja dispersa entre emails do CEO, a memória dos comerciais ou os ficheiros excel da facturação.
    Criando um repositório central acessível às pessoas relevantes, com informação sobre quem são os clientes, onde estão, pessoas de contacto na empresa cliente, emails trocados, reuniões feitas, negócios fechados e em desenvolvimento, deu génese às soluções de CRM e a uma abordagem de negócio cada vez mais comum, de colocar o cliente como ponto central dos processos de negócio.

    Com o desenvolver desta categoria de soluções de negócio o âmbito foi-se abrangendo, desenvolvendo-se naturalmente na área de vendas através dos processos de gestão de leads e oportunidades, mas também para outras áreas como o marketing e apoio a cliente. Nesse processo de evolução o foco do CRM começou a abranger outras áreas como a automação de forças de vendas, marketing ou suporte.

    Com a adopção das soluções de CRM e dos princípios de centralização e uniformização de informação, começaram a surgir outros temas específicos deste tipo de solução ou com relevância elevada nesta área. O desenvolvimento destes temas reflectiu-se na evolução das soluções, com destaque nestas áreas que consideramos das principais contribuidoras para a evolução do CRM e para o sucesso de qualquer implementação.

    É verdade que as empresas ganharam outra capacidade de gestão com as soluções de automação de forças de vendas e suporte, melhorando a capacidade de monitorização e análise através do detalhe de informação registado, mas a que custo?

    Um registo de empresa ou de contacto tem vários campos de informação que não se podem descurar, duplicados tem de ser evitados de forma a garantir a consistência dos dados, registos de actividades, tarefas, oportunidades, propostas, pedidos de suporte. Como se consegue garantir a informação necessária sem sobrecarregar um recurso com tarefas de actualização do sistema?

    Aqui entra a automação, que através de várias formas ao longo dos tempos tem permitido cada vez mais diminuir o esforço de actualização dos sistemas, sem comprometer a qualidade e quantidade de informação.

    Em Inglês Customer Experience Management é a evolução da gestão do relacionamento de clientes, aprofundando o conceito original para abranger todos os pontos de interacção com o cliente, independentemente dos canais de origem, produtos e serviços que pretende ou estágio de relação com o fornecedor.

    O cerne da gestão de experiência do cliente é a identificação e modulação da jornada do cliente ao longo de toda a interacção com o fornecedor, de forma a assegurar que todos os passos desde a captação até à concretização do negócio e acompanhamento pós compra, seguem as melhores práticas e providenciam a melhor experiência possível.

    As ferramentas de CRM têm desenvolvido soluções cada vez mais robustas que permitem uniformizar todos os passos de acordo com canais, áreas de negócio ou outros critérios pretendidos, garantindo um acompanhamento e monitorização detalhados e assegurando que os recursos alocados ao processo cumprem com rigor todos os passos delineados.

    Ou “Master Data Management“, não é uma disciplina especifica de CRM, mas que providencia melhorias cruciais a todas as soluções empresariais da organização, incluindo as áreas afectas ao CRM.

    A partilha de informação entre áreas de negócio, incluindo as soluções que cada área inclui é um factor critico para a performance das organizações, pelo que a definição de princípios de propriedade, acessibilidade e partilha de informação permite criar sinergias entre todas as áreas de negócio de forma a alavancar a sua performance.

    Um exemplo base de um dado mestre é o registo de cliente. Uma informação base como a morada da sede deverá ser de conhecimento comum a várias áreas como marketing, vendas e financeira. No entanto quem é o “dono” desta informação? Em que fase cada uma destas áreas pode actualizar a morada de um cliente? Se os sistemas forem diferentes, como se garante a actualização?

    Estas questões podem ser simples ou complexas de responder consoante a dimensão de cada organização, pelo que a gestão dos dados mestre possui um papel crucial para assegurar a integridade da informação e por sua vez a qualidade e capacidade que a sua solução de CRM possui para ser uma mais valia para a organização.

    Existem outros factores a considerar, nomeadamente factores externos. A transformação digital mudou a sociedade, o que também teve reflexo nas soluções de CRM, no entanto os factores externos que condicionaram a evolução das soluções empresariais, como o caso das redes sociais ou o aumento da presença digital no geral, será um tema a abranger noutro artigo.

    Como sempre, se pretender saber mais sobre os temas aqui incluídos, contacte-nos pelos canais ao dispor.

  • Como Implementar Soluções de Software

    Como Implementar Soluções de Software

    Esta é a segunda parte de uma série destinada a abranger o processo de selecção e implementação de soluções de software empresarial, sendo que este artigo abrange a parte de “Como implementar soluções de software empresarial” na óptica do cliente.

    No último artigo o processo de escolha não foi terminado, dado que a etapa final está relacionada com aspectos de implementação que vamos agora detalhar. Soluções desta dimensão necessitam de um nível relevante de configuração e customização para assegurar o alinhamento com os requisitos de negócio, portanto, a forma como a solução será implementada, o modelo de gestão de projecto, o envolvimento do negócio, e claro o esforço do projecto, representam factores importantes para o processo de escolha.

    Nesta fase os requisitos funcionais e de negócio já estão identificados, a solução está identificada e os parceiros seleccionados já apresentaram propostas, pelo que já é possível determinar o custo e avaliar as propostas.

    Depende de vários factores.

    Como mencionado no artigo anterior, a escolha do parceiro de implementação é tão importante como a escolha da solução, dada a complexidade e abrangência das soluções de software empresarial. A ausência de um parceiro de implementação qualificado, incapacidade em responder a requisitos chave ou custos excessivos, são factores que podem definir a escolha entre duas soluções de software concorrentes.

    Não devem ser colocadas de parte outras possibilidades de suprimir limitações a nível de parceiros, mas é importante destacar o impacto do parceiro de implementação no esforço financeiro do projecto, na qualidade da solução final, bem como no ROI do projecto.

    Para além dos critérios mais preponderantes como o enquadramento nos requisitos, esforço e custo, existem outros critérios relevantes que permitem avaliar com maior nível de detalhe as propostas recebidas. De seguida enumeramos alguns desses critérios:

    Qual o custo da solução base, o custo da implementação inicial, esforço anual de manutenção correctiva, renovações de licenciamento, formação, envolvimento de recursos internos. Este nível de detalhe é importante para assegurar que as estimativas de TCO não são defraudadas.

    Como já mencionado no primeiro artigo, abordagens demasiado simplistas seguem muitas vezes uma óptica comercial, onde será quase certo que necessitam de extensões ao longo do projecto. Assegure que o plano de implementação cobre todos os aspectos chave com detalhe.

    Pode ocorrer que alguns requisitos aumentem de forma significativa o esforço do projecto, pelo que é importante perceber nos requisitos que apresentou, o que é fácil e difícil de realizar. Uma abordagem comum na solicitação de propostas é pedir para identificar por requisito, o que é assegurado nativamente pela ferramenta ou garantido através de customização e se customizado, qual o nível de complexidade da mesma.

    Se tem processos de negócio importantes reflectidos na nova solução, torna-se necessário reter o conhecimento da solução implementada. Esta retenção de conhecimento deve ser assegurada por via de acompanhamento do parceiro através de serviços de manutenção contratados ou por transmissão de conhecimento.

    Existem diversos pontos aqui presentes que são difíceis de determinar se não possuir algum conhecimento dentro da sua organização. Se for esse o caso recomenda-se a contratação de serviços de consultoria, como a Sollogica, para auxiliar no processo de selecção e implementação do software, mitigando riscos derivados da ausência de conhecimento e providenciando o expertise necessário para tomar caminhar rumo ao objectivo pretendido.

    Após a selecção estar efectuada passamos então ao processo de implementação, que apesar de estar a cargo da entidade contratada para o efeito, deverá ter um acompanhamento cuidado por parte do cliente.

    Tal como na fase de levantamento de requisitos internos, deverá ter um conjunto de recursos alocados para assegurar o progresso do projecto, clarificação dos requisitos, detalhe dos processos operacionais, experiência de utilização e outros factores que sejam necessários antes da fase de aceitação. A constituição da equipa deverá ser efectuada pela definição dos perfis necessários a envolver, seguindo-se da alocação dos recursos a cada perfil.

    Dentro dos perfis identificados estará sempre um sponsor do projecto, tipicamente ligado à gestão de topo da organização, com o objectivo de acompanhar o progresso geral da implementação, o que nos leva à metodologia de implementação.

    Em termos de gestão de projecto a nossa preferência e conselho vai sempre para metodologias baseadas em princípios Agile, sendo que o Scrum é a mais popular mas existem outras como o Kanban.

    Nem todos os projectos poderão ser implementados desta forma, seja pela dimensão do projecto, caraterísticas especificas da área de negócio ou requisitos de implementação, no entanto de todos os princípios Agile destacamos dois que consideramos fundamentais para o processo de desenvolvimento e implementação de soluções, independentemente da metodologia:

    É das questões que consideramos mais importantes em qualquer implementação, dada a maior facilidade em gerir expectativas e caminhar rumo ao objectivo proposto.

    Assumir que apesar do trabalho base existem sempre imponderáveis que aumentam consoante a dimensão e complexidade do projecto, assegurando a capacidade efectuar ajustes sem comprometer o projecto.

    Mesmo que o parceiro de implementação utilize outra forma de gestão do projecto, pelo menos estes dois princípios devem ser assegurados para efectuar o acompanhamento dos trabalhos de implementação bem como de providenciar capacidade de reacção a mudanças no âmbito do projecto. Feito este à parte, a nossa recomendação será sempre na utilização de metodologias Agile.

    Este é um dos aspectos mais importantes para o sucesso da implementação, dado que é natural existir alguma resistência à adopção da nova solução. Esta resistência irá variar consoante o tipo de solução a ser implementado, a cultura empresarial ou o nível de maturidade digital da organização, no entanto a falta de adopção é um risco elevado que deve ser gerido.

    De forma a mitigar este risco destacamos as seguintes medidas:

    Identificar e transmitir benefícios da mudança a todas as áreas afectas. A transmissão pode inclusive ser feita na prática com acessos preliminares, mostrando a todos os envolvidos os ganhos da mudança.

    A liderança deve dar o exemplo, assumindo a mudança, envolvendo-se no processo e monitorizando a adopção ao longo do tempo para evitar retrocessos.

    Utilizadores chave não são apenas recursos pro-activos, mas devem ser embaixadores de mudança junto dos colegas.

    Cultura de grupo pode gerar censura se um individuo de uma área ou grupo de trabalho que compreende os benefícios da mudança estiver rodeado de pessoas não receptivas. As redes sociais da sua organização devem estar reconhecidas para evitar rejeições.

    Após o procedimento de testes de aceitação pode então efectuar a entrada em produção conforme a abordagem definida no plano e usufruindo das novas funcionalidades e do retorno das iniciativas tomadas, enquanto que já prepara as próximas iniciativas da organização.

    Se tem questões sobre este artigo, ou necessitar de informação adicional contacte-nos pelos canais ao dispor.